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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

carta

Queremos a perfeição
Ela foi embora
Procuramos tanto
Algo para ser entendido
Algo que nunca se encontra

Apenas resta em nós
O pouco que somos
Essa pessoa que descobrimos

As vezes lágrimas curam nossa dor
As vezes a dor cura nossas lágrimas

O que importa agora é você
Sem medos que espantem
Ou ódio que destrua

Mas você,

Sua lágrima sincera
A força que te move
A vida que você tem ainda

A cada dia renovada...

Talvez um poema seja pouco
Mas nunca é o suficiente

Por favor,

Não se esforce em ser nada
seja apenas você...

Carlos Ferreira

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

na sombra

Sobre todos
Seguindo o caminho das palavras
Espero o sol que dorme

Falo coisas sem sentido
Mudando mentes vazias
Rasgo corações doentes

Confesso sentimentos calados
Uso verbos demais
Falando de menos

Me alimento da minha solidão
Desfazendo orações de fé vazia
Cravo meus dentes no vazio

O que não existe é o que há
E fico num palco servindo a todos
Falando coisas com muito sentido

Minha mente forte que me trai
O poder foge de minhas mãos
Através de minha boca

Tudo me pertence e nada é meu
Frases perfeitas palavras estranhas
Posso lhe mostrar tanto

O sol já vem preciso ir
Voltando para os cantos da sua alma
Cantarei até que durma
E voltarei a viver...

Carlos Ferreira

meu mundo

Por sobre a cidade
Andando descalço nos telhados
Apenas o vento que brinca comigo

E sempre tudo é tão diferente
Quando saio do chão
Nos mundos que crio
Nas palavras que não digo

E minhas mãos que me buscam
E me encontram num sorriso
Que me faz livre

Já não há mais regras
Apenas ser quem eu sou
Mergulhar em meus sonhos
E traduzir-me para todos

Através das muitas faces
Das brincadeiras de roda
Do meu pequeno sorriso
Do meu grande coração

Através do céu
No bater de minhas asas
Entre cada pensamento
Em toda a vida que brota em mim

E entre tudo isso,

Apenas ser
Apenas existir
Apenas brincar com o vento...

Carlos Ferreira

quarta-feira, 10 de junho de 2009

algo novo

A força pulsa
A liberdade é a lei suprema
Nesse instante

Já não sinto
O soar do sino
Nem o vibrar do aço

Como cavalos selvagens
Por sobre as rochas
Abrimos fendas
Entre os campos

E as ruas são poucas
Para os nossos pés
E a noite já não é tão escura

A força escapa
De nossos lábios
Que misturados
Já não se soltam

E no teu beijo
Me sinto livre
E nos teus olhos
Me sinto teu

Carlos Ferreira